quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

REFLEXÃO GAUDÉRIA...


              REFLEXÃO GAUDÉRIA - Do Eduardo Escobar:
Filhos na escola pública. Mulher na fila do SUS. E dois mil por mês pra manter um cavalo pra desfilar no 20 de setembro.  Isso é ser gaúcho!!


terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Lili (Hi-Lili, Hi Lo) - Trio Madrigal - 1953



Corria o ano de 1956. Meu Pai e minha Mãe arranjaram uma camionete emprestada do patrão do meu pai (studebacker )   pegaram os 4 filhos pequenos e se enfiaram  na  estrada  rumo  a   Lavras do Sul, RS onde residiam meus  avós por parte de pai.  Dois dias de  viagem, poeira e pedregal na "várzea do Seival" (região onde ocorreu a batalha do Seival ,  um conflito militar que ensejou a proclamação da República Rio-Grandense por Antônio de Sousa NetoO embate deu-se nos campos dos Meneses, cruzando o arroio Seival, estado do Rio Grande do Sul). No primeiro dia tudo ocorreu normalmente, uma viagem super agradável, mesmo porque, quando se é criança, o desconforto ( imagina 6 numa cabine simples de uma camionete  viajando 350km) não faz a mínima diferença. A noite dormimos em um pequeno hotel a beira estrada, todo mundo feliz e ansiosos para chegar ao destino final. Levantamos cedo e estrada de novo. O dia amanheceu chovendo torrencialmente e andamos horas e horas com a chuva sem dar trégua. Aí a coisa começou a pegar. Estrada lamacenta, aquela camionete insistia em sair fora da estrada e meu pai, concentrado, tenso , agarrado ao volante lutava contra a eminente possibilidade de ficar atolado no "barral". E de-lhe chuva. E o medo nos pequenotes estava instalado. Aí, vem a chave de registro na memória. Minha mãe, agarrada nos filhos, ali juntinho cantava a musica acima chamada Hi-Lili-Hi-Lo, na versão composta por Haroldo Barbosa, em português e que foi gravada no Brasil, naquela época pelo Trio Madrigal. Caiu a noite e a estrada entre Caçapava do Sul e Lavras era um mar d'água. Entre essas duas cidades, na época existiam perto de 40 pontilhões de madeira que cruzavam por vários arroios da região. Não se enxergava essas pequenas pontes pois a água cruzou a estrada por cima. E minha mãe, coitada, cantava e cantava para espantar o medo nos filhos. Numa altura do trecho, minha mãe desceu da camionete e ia na frente a pé, mostrando a meu pai onde estava a estrada pois não conseguia ver mesmo com os faróis ligados. E assim fomos indo, despacito rumo ao destino final. Por fim depois de horas de terror, chegamos, ilesos. E felizes novamente. E registrado na memória para sempre, a voz da minha mãe, procurando proteger os filhos. Junto com a música de alento, a viagem assustadora que acabou bem. A benção Mãe...abenção..pai...


Um passarinho me ensinou
Uma canção feliz
E quando solitário estou
Mais triste do que triste sou
Recordo o que ele me ensinou
Uma canção que diz:

Eu vivo a vida cantando
Hi, Lili, hi, Lili, hi lo
Por isso sempre contente estou
O que passou, passou
O mundo gira depressa
E nessas voltas eu vou
Cantando a canção tão feliz que diz
Hi, Lili, hi, Lili, hi lo
Por isso é que sempre contente estou Hi, Lili, hi, Lili, hi lo

Eu vivo a vida cantando
Hi, Lili, hi, Lili, hi lo
Por isso sempre contente estou
O que passou, passou
O mundo gira depressa
E nessas voltas eu vou
Cantando a canção tão feliz que diz
Hi, Lili, hi, Lili, hi lo
Por isso é que sempre contente estou Hi, Lili, hi, Lili, hi lo


Versão brasileira : 1953
Autor: Haroldo Barbosa
gravação: Trio Madrigal, 


MPB CIFRANTIGA: Hi-Lili, Hi-Lo

MPB CIFRANTIGA: Hi-Lili, Hi-Lo: Hi-Lili, Hi-Lo (1952) - Bronislaw Kaper e Halen Deutsch - Versão: Haroldo Barbosa - Intérprete: Trio Madrigal Disco 78 rpm / Título da...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Último comentário de Boechat foi sobre tragédias recentes


Que dia mais triste. Nosso Ricardo Boechat, companheiro de todos os dias na BandNews, Rádio Bandeirantes, Rede Bandeirantes, nos deixa num acidente trágico . o Brasil tem mais uma grande perda. Perda essa, aliás, insubstituível. É uma dor muito grande pois Ricardo Boechat era como se fosse membro da nossa família. Um Pai querido, uma mãe adorada, um irmão, um filho, filha enfim...é muito doído. Deixará um buraco no jornalismo brasileiro. E o povo brasileiro, perde uma voz que sempre os representou na defesa de direitos que sempre lhes foi devido por parte de nossos governantes. Eu, particularmente sinto muito. Um dia de muita tristeza e fico pensando como será o dia de amanhã quando lá pelas 7:30hs ligar meu radio e sintonizar na Band e não ouvir essa voz tão querida. Não escutar seu comentário diário sempre dando e comentando com verdades o que se passa pelo nosso País. Tenho a certeza que essa lacuna jamais vai ser preenchida pois Ricardinho Boechat era um. E quem tem um..não tem nenhum!!!!! Descanse em paz meu querido. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Antes de transar, consulte um advogado!!!

  

                       Antes de transar, consulte um advogado

Você lembra do tempo em que "sexo seguro" significava usar camisinha para evitar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez? Esqueça, os bons tempos terminaram. Confira aqui as dicas para sexo seguro que um homem deve observar no maravilhoso mundo feminista moderno!
A coisa está ficando assim: sabe aquela gatinha que você conheceu na balada, que deu a maior mole, você convidou para um motel e ela topou?
...
Primeiro leve a garota à uma emergência hospitalar e solicite um teste de dosagem de álcool e outros entorpecentes, para evitar acusação de posse sexual mediante fraude. (Art. 215 CPB)
Depois passe com ela em um cartório e exija que ela registre uma declaração de que está praticando sexo consensual, para evitar acusação de estupro. (Art. 213 CPB)
Exija também o registro de uma declaração de que ela está praticando sexo casual, para evitar pedido de pensão por rompimento de relação estável. (Lei 9.278, Art. 7)
Depois vá a um laboratório e exija o exame de beta-HCG (gonadotrofina coriônica humana) para ter certeza que você não é o pato escolhido para sustentá-la na gravidez de um bebê que não é seu. (Lei 11.804 Art. 6)
No motel ou em casa, use camisinha e nada de "sexo forte" pra evitar acusações de violência doméstica e pegar uma Maria da Penha nas costas.
Além disso, você deve paparicá-las, elogiá-las, jamais criticá-las ou reclamar coisa alguma, devem ser perfeitos capachos, para não causar qualquer "sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral", sem que tenha obviamente os mesmos direitos em contrapartida.(Lei 11.340 Art. 5)
Na saída do motel leve-a ao Instituto Médico Legal e exija um exame de corpo de delito, com expedição de laudo negativo para lesões corporais (Art. 129 CPB) e negativo para presença de esperma na vagina, para TENTAR evitar desembolsar nove meses de bolsa-barriga caso ela saia dali e engravide de outro. (Lei 11.804 Art. 6)
Finalmente, se houver presença de esperma na vagina da moça, exija imediatamente uma coleta de amostra para futura investigação de paternidade (Lei 1.060 Art. 3 inciso VI) e solicitação de restituição de eventuais pensões alimentícias obtidas mediante ardil ou fraude. (Art. 171 CPB)
        Fazendo tudo isso, você pode fazer "sexo seguro". se ainda estiver interessado.
observação: extraído sem autorização do Blog do Prévidi!!!! (muitooooo bom)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Câncer: cientista brasileiro descobre na Antártida bactérias que podem ajudar na luta contra doença

Gente nossa. Bactérias que vivem no entorno das raízes de uma gramínea que só ocorre na Antártica apresentaram ação anticancerígena. Essa ação foi comprovada no trabalho de doutorado do biólogo Leonardo José da Silva um brasileiro nato , aqui da nossa terra. 


ADMIRÁVEL DOUTOR... É O MÍNIMO QUE PODEMOS ATRIBUIR A ESSE DEDICADO ESTUDIOSO!!!


Câncer: cientista brasileiro descobre na Antártida bactérias que podem ajudar na luta contra doença


Leonardo José Silva Na AntártidaDireito de imagemLEONARDO JOSÉ SILVA/DIVULGAÇÃO
Image captionPesquisador brasileiro viajou a Antártida para colher bactérias que produzem compostos capazes de inibir o desenvolvimento de um tipo de câncer

Com uma área de 14 milhões de quilômetros quadrados - uma vez e meia maior do que a do Brasil - quase totalmente cobertos com uma camada de gelo de 2,1 quilômetros de espessura em média (mas que em alguns pontos pode chegar a quase cinco quilômetros), e mais 20 milhões de quilômetros quadrados de mar congelado no inverno e 1,6 no verão, a vastidão gelada da Antártida é um ambiente extremo. Mas por isso mesmo, é uma região propícia para o surgimento e evolução de espécies únicas, com metabolismos exóticos, que aumentam as chance de desenvolvimento - e descoberta - de novas substâncias, que podem dar origem a novas drogas para o tratamento de várias doenças, entre elas o câncer.
Foi justamente o que descobriu o pesquisador Leonardo José Silva, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, ao estudar bactérias que vivem na gramínea Deschampsia antarctica, que só existe na Antártida. Ele viajou para o continente entre novembro e dezembro de 2014 com um grupo de outros pesquisadores brasileiros. Ali, coletou pequenas amostras de solo, acondicionou as amostras em sacos plásticos herméticos e as guardou em um ultrafreezer, a - 80 ºC (negativos).
Depois, ao estudar as bactérias na gramínea, constatou que várias delas produzem compostos capazes de inibir o desenvolvimento do glioma (um tipo de câncer que ocorre no cérebro e na medula espinhal), tumores na mama e no pulmão. A pesquisa toda foi realizada entre fevereiro de 2014 e julho de 2018.

Leonardo José Silva na AntártidaDireito de imagemLEONARDO JOSÉ SILVA/DIVULGAÇÃO
Image captionSilva pesquisou em região inóspita com espécies que só existem na Antártida e onda há pouca influência humana

A viagem de Silva foi de prospecção - no caso dele, de busca por compostos bioativos. Segundo ele, as atividades de prospecção podem ser realizadas em qualquer ambiente. "No entanto, as chances da descoberta de novas substâncias, capazes de auxiliar o desenvolvimento de fármacos, controladores biológicos de pragas agrícolas ou mesmo enzimas para promover o benefício a um determinado processo industrial, são aumentadas quando procuramos em um local pouco explorado, como por exemplo o continente antártico", diz.
Isso ocorre porque aquela região inóspita concilia fatores importantes para o estabelecimento de vias metabólicas inusitadas, como, por exemplo, condições ambientais extremas, baixo fluxo gênico, espécies endêmicas (que só existem lá) e pouca influência humana, que podem favorecer a produção de substâncias de importância biotecnológica.
Silva pesquisou o microbioma associado à rizosfera (região onde o solo e as raízes das plantas entram em contato) da gramínea na Ilha Rei George, localizada na Península Antártica.

Leonardo José Silva na AntártidaDireito de imagemLEONARDO JOSÉ SILVA/DIVULGAÇÃO
Image captionPesquisador da Esalq identificou cinco novas espécies e isolou 72 linhagens de grupo bacteriano

O objetivo do trabalho do pesquisador da Esalq era descobrir e selecionar linhagens de actinobactérias (grupo bacteriano versátil na geração de compostos bioativos), capazes de produzir substâncias eficientes em controlar o desenvolvimento de tumores humanos.
Como resultado da sua prospecção, o pesquisador identificou cinco novas espécies, entre as quais a Rhodococcus psychrotolerans, cuja descrição foi publicada recentemente no periódico internacional Antonie van Leeuwenhoek.
Além disso, foram isoladas 72 linhagens desse grupo bacteriano e criada uma "biblioteca" contendo 42.528 clones. "Como consequência das atividades de pesquisa, obtivemos uma coleção de actinobactérias produtoras de compostos antitumorais, as quais poderão ser exploradas em maior profundidade por meio de parcerias entre centros de pesquisas públicos ou pela iniciativa privada", diz Silva.
"A razão pela qual empenhamos nossos esforços para a obtenção de compostos ativos é contribuir com o desenvolvimento de tratamentos para o câncer, de forma a prover maior expectativa de vida para pacientes."

Gramínea na AntártidaDireito de imagemLEONARDO JOSÉ SILVA/DIVULGAÇÃO
Image captionTrabalho de Silva foi realizado com aporte financeiro do CNPq

Em relação à produção de compostos antitumorais, duas linhagens descobertas por Silva apresentaram pronunciada atividade contra o desenvolvimento de cânceres de glioma, pulmão e mama, e portanto foram selecionadas para os trabalhos de caracterização dos constituintes bioativos.
As substâncias cinerubina B e actinomicina D, identificadas, respectivamente, no extrato bruto das linhagens CMAA 1527 e CMAA 1653 das bactérias encontradas por Silva, já são conhecidas por apresentarem atividades antitumorais. Ou seja, já são usadas em inúmeros fármacos para o tratamento de cânceres. Apesar disso, os resultados do trabalho do pesquisador da USP representam uma importante contribuição científica ao país, dado o valor de marcado delas. Cada 100 mg de actinomicina D, por exemplo, custa aproximado de R$ 14 mil.
A pesquisa, segundo Silva, foi fez parte de sua tese de doutorado pelo Programa de Microbiologia Agrícola, da Esalq, e contou com aporte financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O estudo, diz ele, foi orientado pelo pesquisador Itamar Soares de Melo, da Embrapa Meio Ambiente, uma unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, além de ter contado com uma série de parcerias.

Grupo de pesquisadores na AntártidaDireito de imagemLEONARDO JOSÉ SILVA/DIVULGAÇÃO
Image captionSegundo pesquisador, substâncias obtidas a partir de micro-organismos e plantas representam 60% dos agentes antitumorais

A pesquisa de Silva se insere em um contexto mais amplo, no qual o aumento do número de casos de câncer tem atraído a atenção da comunidade científica de todo o mundo e impulsionado as buscas por novas estratégias e drogas para o tratamento da doença. "Nesse sentido, substâncias obtidas a partir de micro-organismos e plantas estão entre as mais promissoras, representando aproximadamente 60% dos agentes antitumorais aprovados para uso nas últimas décadas", afirma.
Segundo Silva, a descoberta e a identificação da atividade antitumoral dos compostos em células de cânceres cultivadas em laboratório é o primeiro passo para o desenvolvimento de um novo medicamento de uso clínico. "Os próximos estágios são testes in vivo (com animais), modificações estruturais para manter sua atividade e evitar efeitos danosos em células não doentes, testes da dosagem ideal e do encapsulamento das substâncias e, por fim, os ensaios em seres humanos", explica.

AntártidaDireito de imagemLEONARDO JOSÉ SILVA/DIVULGAÇÃO
Image captionRegião é propícia para o surgimento e evolução de espécies únicas, com metabolismos exóticos, que aumentam as chance de desenvolvimento - e descoberta - de novas substâncias

Mas o trabalho de Silva ainda não se encerrou. "Tendo em vista que apenas duas linhagens descobertas foram exploradas, e que temos mais 15 outras produtoras de compostos anticâncer sem qualquer informação adicional, tenho como principal interesse estudá-las, em busca de novos compostos bioativos", afirma.
Outro objetivo é dar continuidade aos ensaios iniciados por meio de parcerias eficientes em testes clínicos, dosagens de medicamentos e modificações estruturais das substâncias produzidas para redução de citotoxicidade (danos que as substâncias podem causar às células sadias) e aumentar a especificidade sobre o alvo (os tumores), isto é, fazer com que as novas drogas ajam apenas contra as células cancerosas.
(Trabalho realizado em colaboração com o Instituto de Ciências Biológicas-ICB (UFMG), Faculdade de Ciências Farmacêuticas-FCF (UNICAMP), Divisão de Recursos Microbianos-DRM (CPQBA), Laboratório de Espectrometria de Massa (FFCLRP), Laboratório de Microbiologia Ambiental-LMA (EMBRAPA) e Marinha do Brasil (OPERANTAR XXXIII).