terça-feira, 10 de setembro de 2019

Dita Dura - Carlos Drumond de Andrade

DITA DURA-Carlos Drumond de Andrade

DITA DURA - MUITO BOM Para: "Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar." - Carlos Drumond de Andrade
                      Época da ditadura .... Na época da 'chamada' ditadura... 
Podíamos namorar dentro do carro até a meia- noite sem perigo de sermos mortos por bandidos e traficantes. Mas, não podíamos falar mal do presidente. 
Podíamos ter o INPS como único plano de saúde sem morrer a míngua nos corredores dos hospitais. Mas não podíamos falar mal do presidente. 
Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era cidadão de bem, quem era bandido e quem era terrorista, Mas, não podíamos falar mal do Presidente. 
Podíamos paquerar a funcionária, a menina das contas a pagar ou a recepcionista sem correr o risco de sermos processados por “assédio sexual”, Mas, não podíamos falar mal do Presidente. 
Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei! negão!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala! sua bicha!) e não éramos processados por “discriminação” por isso, Mas, não podíamos falar mal do presidente. Podíamos tomar nossa redentora cerveja no fim do expediente do trabalho para relaxar e dirigir o carro para casa, sem o risco de sermos jogados à vala da delinquência sendo preso por estar “alcoolizado”, Mas, não podíamos falar mal do Presidente. Podíamos cortar a goiabeira do quintal, empesteada de taturanas, sem que isso constituísse crime ambiental, Mas, não podíamos falar mal do presidente.
 Podíamos ir a qualquer bar ou boate, em qualquer bairro da cidade, de carro, de ônibus, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, sequestrados ou assassinados, Mas, não podíamos falar mal do presidente.
 Hoje a única coisa que podemos fazer... ...é falar mal do presidente! que merda !

observação: Carlos Drummond de Andrade, mineiro de nascimento,  foi um poeta, contista e cronista brasileiro, considerado por muitos o mais influente poeta brasileiro do século XX. Drummond foi um dos principais poetas da segunda geração do Modernismo brasileiro. 

tirinhas...



segunda-feira, 19 de agosto de 2019

STF RADIOGRAFIA



                    PERDERAM A VERGONHA FAZ TEMPO....

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Olha o puxa saco do Temer na área novamente...

Reparem ali atrás do Presidente da Cãmara dos Deputados, Rodrigo Maia e do Ministro da Economia , Paulo Guedes quem é a figura que reaparece aplaudindo entusiasticamente os poderosos do momento. Nada mais , nada menos que o suplente de deputado (não se reelegeu na última eleição somando apenas 38.000 votos no RS) Darcísio Perondi. Mais uma ratazana que deveria ser alijada da política  brasileira. Era um dos dois principais puxa-sacos de Temer ( ou outro era MArun) que defenderam com unhas e dentes a "honestidade" do ex-presidente. Como sempre, esse tipo de político é o que sempre arranja um cantinho entre os poderosos de plantão. Trafega pelo meio com desenvoltura, fazendo conchavos, os mais estranhos e está surfando sempre nas altas ondas. 

quarta-feira, 17 de julho de 2019

a ilha do desespero - O AI-5 de Greenwald (Diogo Mainardi)



A ILHA DO DESESPERO 
O AI-5 de Greenwald


Diogo Mainardi – Revista Crusoé – 12/07/2019)

A imprensa resistiu ao AI-5, mas não vai resistir a Glenn Greenwald

Como é que a Veja, depois de denunciar a gatunagem lulista por mais de dez anos, sendo retaliada por aquela gente, pode compartilhar mensagens obtidas por criminosos, com o único propósito de enterrar a Lava Jato e tirar da cadeia Lula e seus comparsas? Como é que a Folha de S.Paulo, que sempre se vangloriou de sua autonomia, pode sucumbir às imposturas militantes de um bando de piratas, que manipula e falseia o produto de um crime para inocentar os membros de uma quadrilha?

Os leitores vão castigá-los duramente. E o descrédito vai se espalhar para todos os lados.

O complexo de vira-latas dos jornalistas brasileiros permite que o aventureiro americano passe o dia inteiro no Twitter, arrotando platitudes sobre a liberdade de imprensa, como um novo Thomas Jefferson. Mas ele não é nada disso. Depois de quatro semanas de intenso agitprop, o plano de Glenn Greenwald para desmoralizar a Lava Jato e libertar o chefe da ORCRIM está se revelando um fiasco. E o motivo é um só: Sergio Moro e Deltan Dallagnol, ao contrário dos bandidos que eles prenderam, fizeram tudo certinho, sem atropelar a lei.

O AI-5 de Verdevaldo não tem DOI-CODI nem pau-de-arara: a imprensa entregou-se espontaneamente a seu algoz. Se os jornalistas quiserem, posso torturá-los ainda mais, contando o que vai ocorrer a partir de agora. Em primeiro lugar, a PF vai prender o responsável pelos ataques aos telefones celulares dos procuradores de Curitiba. Em seguida, sua rede de contatos também será revelada. Quando esses nomes vierem à tona, a trama lulista vai explodir espetacularmente.

Eu sei disso porque é o que vem se repetindo há quatro anos e meio. Já vimos essa história: criminosos muito poderosos se mobilizam para destruir a Lava Jato, advogados bombardeiam a imprensa com falsos vazamentos e pareceres de juristas coniventes, ministros do STF tentam intimidar Sergio Moro e, no fim, os bandidos terminam na cadeia.

Desta vez, porém, há uma novidade: o golpe partiu da imprensa. E ela, tristemente, vai se espatifar.

(observação: extraído do Blog do Prévidi - RS)