sexta-feira, 25 de maio de 2012

TIRINHA: Vinho barato..mas muitooo bomm!!!




Toro Loco Tempranillo safra 2011
"Testes cegos" comprovam que 50% dos enólogos erram ao analisarem se um vinho caro ou não é de boa qualidade. Um estudo científico feito pela Universidade de Hertfordshire, com 400 pessoas comprova essa tese. Nesse estudo constatou-se que a metade das pessoas do teste não soube precisar se estavam provando um vinho caro ou mais barato. Prova disso novamente foi dada na tradicional competição internacional de Vinhos e Destilados ( International Wine & Spirits Competition ) realizada na Inglaterra. O vinho espanhol Toro Loco Tempranillo (safra 2011) que tem o preço por volta de 3,59 libras (R$11,50) foi contemplado com a medalha de prata,  a quarta colocação no certame. 
Produzido na região de   Utiel-Requena, província espanhola de Valência o Toro Loco ficou na frente de vinhos que tem o preço até dez vezes seu valor. Claro que nos testes cegos pois isso demonstra uma total imparcialidade nos testes de avaliação. 


TRIBUTO A MERCEDES SOSA - POA RS



Imperdível...mexa-seeeeeeeee
Noticio aqui um evento que vai ser realizado em Porto Alegre RS no dia 10 de julho de 2012, às 21:00hs (cai numa terça feira) no Teatro São Pedro ( maravilhoso). Luiz Carlos Borges, acordeonista, cantor, compositor, uma das maiores  expressões musicais do Rio Grande do Sul,  e  tendo  como  convidados  Daniel  Torres  (cantor)   e   Shana Muller  (cantora)   vão promover nessa noite, uma homenagem de suma importância a maior cantora representativa da  arte  folclórica  na  América  do  Sul.  MERCEDES  SOSA,  argentina  que nos deixou em outubro  de  2009. Mercedes Sosa  foi sem   dúvida alguma a maior expoente do movimento "Nueva Cancion" criado na Argentina nos idos anos 70. Pela  ligação  de afetividade, e claro, pela ligação musical, Borges reúne em Porto Alegre músicos  de  primeira  linha, inclusive, a participação de músicos que acompanharam  Mercedes por muitos  e muitos anos como é o caso  do  pianista  Popi Spatocco,  arranjador  de  Mercedes  por  longo  tempo, o violonista Jorge Giulian   e  o  baterista  e  percusionista  Ruben Lobo.  Imperdível. Como  funciona  o ingresso a esse evento? Acesse o link : http://tragaseushow.com.br/8-tributo-a-mercedes-sosa-em-porto-alegre .  Aí, vc tem todos os detalhes. Mas queria aqui, escrever alguma coisa sobre Luiz Carlos Borges,(32 discos gravados)  esse  músico  ímpar, gaúcho  missioneiro  radicado  a muitos  anos em Porto Alegre, mas um cidadão do mundo. Mercedes Sosa tinha um carinho todo  especial  por  ele. Em  todas  as  apresentações  da  cantora no Brasil e em algumas na Argentina,  ela  "convocava"  a  presença  do  músico gaúcho. Foram muitos e muitos anos de convívio  entre os dois.  Fui,  por diversas vezes,  testemunho desse carinho entre dois artistas da  mais  alta  estirpe  musical. E entendo a razão dessa mais que devida homenagem de um amigo  brasileiro  a  essa amiga argentina. Todo o carinho que o público de Mercedes tinha e ainda tem  no Brasil,  será, com certeza, enviada a ela, onde esteja, nessa noite de música da mais alta qualidade, nesse Brasil que pena pela mediocridade nas suas artes. Por isso e por muito mais, sucesso ao evento. E ele terá, sem dúvida. 






quinta-feira, 24 de maio de 2012

REVISITANDO A COSTA BRASILEIRA - Comandante João Lara Mesquita


Lara Mesquita em casa.

Uma noticia muito importante. Nosso comandante João Lara Mesquita começa um novo trabalho junto a costa brasileira. Não deixem de acompanhar as viagens do marinheiro. Mas, deixe que ele fale....

Revisitando a costa brasileira – Primeira etapa. 22/ Maio/ 2012.

postado por João Lara Mesquita10:09, terça-feira, 22 de maio de 2012


Nesta terca- feira começo a gravar os primeiros programas de uma nova série de documentários para a TV Cultura, no ar a partir de agosto.

Eu havia combinado desde o ano passado refazer o trabalho pelo litoral, agora com foco nas Unidades de Conservação (federais) da zona costeira.

Unidades de Conservação, ou UCs, são áreas legalmente protegidas pelo poder público em suas três esferas: Federal, estadual ou municipal.
O Brasil é signatário de vários tratados internacionais. Um, em especial, propõe que os países membros tenham até 10% de seu mar protegido até 2020. Atualmente apenas 1,5% da zona costeira, ou de nosso mar, estão nesta categoria. Há uma pressão no meio ambientalista para que o Governo Dilma Russef crie novas áreas, acompanhadas por outras implementadas por governos estaduais e municipais.
Sabe- se que funcionários graduados do Ministério do Meio Ambiente também são favoráveis, apesar de recentemente várias UCs da Amazônia terem seus limites alterados em razão da construção das usinas Tabajara, Santo Antônio e Jirau, em Rondônia (Medida Provisória 558, maio 2012, assinada por Dilma).
O Brasil tem hoje cerca de 1.600 UCs, federais ou reservas particulares, com algo como 115 milhões de hectares amparados.
É muito pouco, e não faltam ameaças às existentes: o Congresso quer mudar a instância de aprovação para novas UCs federais, atualmente nas mãos da presidência, atribuindo também à Câmera esta função.
E o novo Código Florestal sugere descentralizar o licenciamento ambiental, retirando poderes do IBAMA, ou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio, passando-os para órgãos estaduais ou municipais.
Para finalizar há o enorme poder da bancada ruralista que não mede esforços para deturpar a função, diminuir e alterar limites, das UCs existentes.
Tudo isto às vésperas da Cúpula Mundial do Rio + 20 que começa em junho.
Como se percebe, é um bom momento para ampliar esta discussão através do poder da televisão.
Na esfera federal há 310 Unidades de Conservação protegendo cerca de 750 mil quilômetros quadrados. A maioria em áreas continentais. Apenas 62 estão na zona costeira. E são elas meu foco.
Começo pelo Rio Grande do Sul onde visito duas, das três existentes: a Estação Ecológica do TAIM, em Rio Grande, e o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, em Mostardas, ambas na planície costeira gaúcha.
Fica de fora o Refúgio de Vida Silvestre Ilha dos Lobos, um ilhote de pedras defronte a cidade de Torres, cujo interesse é a freqüência da área por penípedes (pé em forma de pena) como focas e lobos marinhos.
Na volta conto o que vi.

Boa sorte comandante. Estaremos aqui, sempre esperando notícias.
Acessem o blog : http://www.marsemfim.com.br/ 

terça-feira, 22 de maio de 2012

Texto de Arnaldo Jabor.


Posto texto do Arnaldo Jabor a respeito da CPI do Cachoeira. Hoje temos mais uma revelação que causa espanto aos eternos indignados. Declaração do Deputado Federal Candido Vaccarezza (PT SP) ,integrante da CPI do Congresso Nacional que investiga Carlos Cachoeira e sócios, enviando um torpedo amigo ao governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB)  nos seguintes têrmos: " A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe. Você é nosso e nós somos teu ". Instado a dar explicação sobre o torpedo o Deputado disse que " o SMS foi uma comunicação privada entre um deputado federal e um governador". Que maravilha de justificativa. Por favor, senhores, tirem suas conclusões.  Mas, leiam o texto do Jabor.


Falência múltipla dos órgãos públicos. 


ARNALDO JABOR - O Estado de S.Paulo
Os corruptos ajudam-nos a descobrir o País. Há sete anos, Roberto Jefferson nos abriu a cortina do mensalão. Agora, com a dupla personalidade de Demóstenes Torres, descortinamos rios e florestas e a imensa paisagem de Cachoeira. Jefferson teve uma importância ideológica.
Cachoeira é uma inovação sociológica. Cachoeira é uma aula magna de Ciência Política sobre o sistema do País. Vamos aprender muito com essa crise. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras, de palavras que eclodiram diante de nossos olhos nas últimas semanas. Meu Deus, que riqueza, que profusão de cores e ritmos em nossa consciência política! Que fartura de novidades da sordidez social, tão fecunda quanto a beleza de nossas matas, cachoeiras, várzeas e flores.
Roberto Jefferson denunciou os bolchevistas no poder, os corruptos que roubavam por "bons motivos", pelo "bem do povo", na base dos "fins que justificam os meios". E, assim, defenestrou a gangue de netinhos de Lenin que cercavam o Lula que, com sua imensa sorte, se livrou dos mandachuvas que o dominavam. Cachoeira é uma alegoria viva do patrimonialismo, a desgraça secular que devasta a história de nosso País. Sarney também seria 'didático', mas nada gruda nele, em seu terno de 'teflon'; no entanto, quem estudasse sua vida entenderia o retrato perfeito do atraso brasileiro dos últimos 50 anos.
Cachoeira é a verdade brasileira explícita, é o retrato do adultério permanente entre a coisa pública e privada, aperfeiçoado nos últimos dez anos, graças à maior invenção de Lula: a 'ingovernabilidade'.
Cachoeira é um acidente que rompeu a lisa aparência da 'normalidade' oficial do País. Sempre soubemos que os negócios entre governo e iniciativa privada vêm envenenados pelas eternas malandragens: invenção de despesas inúteis (como as lanchas do Ministério da Pesca), superfaturamento de compras, divisão de propinas, enfrentamento descarado de flagrantes, porque perder a dignidade vale a pena, se a grana for boa, cabeça erguida negando tudo, uns meses de humilhações ignoradas pelo cinismo e pela confiança de que a Justiça cega, surda e muda vai salvá-los. De resto, com a grana na 'cumbuca', as feridas cicatrizam logo.
O governo do PT desmoralizou o escândalo e Cachoeira é o monumento que Lula esculpiu. Lula inventou a ingovernabilidade em seu proveito pessoal. Não foi nem por estratégia política por um fim 'maior' - foi só para ele.
Achávamos a corrupção uma exceção, um pecado, mas hoje vemos que o PT transformou a corrupção em uma forma de governo, em um instrumento de trabalho. A corrupção pública e a privada é muito mais grave e lesiva que o tráfico de drogas.
Lula teve a esperteza de usar nossa anomalia secular em projeto de governo. Essa foi a realização mais profunda do governo Lula: o escancaramento didático do patrimonialismo burguês e o desenho de um novo e 'peronista' patrimonialismo de Estado.
Quando o paladino da moralidade Demóstenes ficou nu, foi uma mão na roda para dezenas de ladrões que moram no Congresso: "Se ele também rouba, vamos usá-lo como um Omo, um sabão em pó para nos lavar, vamos nos esconder atrás dele, vamos expor nosso escândalo por seu comportamento e, assim, seremos esquecidos!"
Os maiores assaltantes se horrorizaram, com boquinha de nojo e olhos em alvo: "Meu Deus... como ele pôde fazer isso?..."
Usam-no como um oportuno bode expiatório, mas ele é mais um 'boi de piranha' tardio, que vai na frente para a boiada se lavar atrás.
Demóstenes foi uma isca. O PT inventou a isca e foi o primeiro a mordê-la. "Otimo!" - berrou o famoso estalinista Rui Falcão - "Agora vamos revelar a farsa do mensalão!" - no mesmo tom em que o assassino iraniano disse que não houve holocausto. "Não houve o mensalão; foi a mídia que inventou, porque está comprada pela oposição!" Os neototalitários não desistem da repressão à imprensa democrática...
E foi o Lula que estimulou a CPI, mesmo prejudicando o governo de Dilma, que ele usa como faxineira também das performances midiáticas que cometeu em seu governo. Dilma está aborrecida. Ela não concorda que as investigações possam servir para que o Partido se vingue dos meios de comunicação e não quer paralisar o Congresso. Mas Lula não liga. "Ela que se vire..." - ele pensa em seu egoísmo, secretamente, até querendo que ela se dane, para ele voltar em 14. Agora, todo mundo está com medo, além da presidente. O PT está receoso - talvez vagamente arrependido. Pode voltar tudo: aloprados, caixas 2 falsas, a volta de Jefferson, Celso Daniel, tantas coisinhas miúdas... A CPI é um poço sem fundo. O PMDB, liderado pelo comandante do atraso Sarney, também está com medo. A velha raposa foi contra, pois sabe que merda não tem bússola e pode espirrar neles. Vejam o pânico de presidir o Conselho de Ética, conselho que tem membros com graves problema na Justiça. Se bem que é maravilhoso o povo saber que Renan, Juca, Humberto Alves, Gim Argello, Collor serão os 'catões', os puros defensores da decência... Não é sublime tudo isso? Nunca antes, em nossa História, alianças tão espúrias tiveram o condão de nos ensinar tanto sobre o Brasil. A cada dia nos tornamos mais sábios, mais cultos sobre essa grande chácara de oligarquias. E eu estou otimista. Acho que tudo que ocorre vai nos ensinar muito. Há qualquer coisa de novo nessa imundície. O mundo atual demanda um pouco mais de decência política. Cachoeira, Jefferson, Durval Barbosa nos ensinam muito. Estamos progredindo, pois aparece mais a secular engrenagem latrinária que funciona abaixo dos esgotos da Pátria. A verdade está nos intestinos da política.
Mas, o País é tão frágil, tão dependente de acasos, que vivemos com o suspense do julgamento do mensalão pelo STF.
Se o ministro Ricardo Lewandowski não terminar sua lenta leitura do processo, nada acontecerá e a Justiça estará desmoralizada para sempre.

Falo eu... alguém tem alguma dúvida, alguma contestação do escrito acima?  


terça-feira, 15 de maio de 2012

MAR SEM FIM...no gelo da Antártica.





Nosso querido comandante Lara Mesquita, do naufragado "Mar Sem Fim" ( matérias anteriores) em águas da Antártica, escreve no seu blog sua imensa preocupação com o grave dano ecológico que pode ocasionar o naufrágio de seu barco em abril próximo passado. Navegador sempre preocupado com a natureza, segue depois do naufrágio acompanhando, par e passo em contato com a Base Chilena na Antártica a situação do barco. Mas, leiam...a narrativa do comandante Lara Mesquita.

A HISTÓRIA CONTINUA

Desde que cheguei em São Paulo, dia 9 de abril, mantenho contato semanal com o pessoal da base Fildes.
A situação do barco, com cerca de oito mil litros de diesel nos tanques, é fonte constante de preocupação.
Fiz o possível para evitar dano ecológico enquanto tinha condições de navegar.
Junto com meus tripulantes, e com auxílio dos chilenos, tentamos todas as opções: atravessar de volta para a America do Sul, atracar no molhe da base chinesa e retirar o diesel dos tanques ou, até mesmo, suspender o Mar Sem Fim por um imenso navio inglês e trazê-lo de volta.
Mas nenhuma delas deu certo conforme expliquei em matérias anteriores. O barco afundou em razão da pressão do gelo em seu casco.
Para quem tem dúvidas se descemos na hora certa é só lembrar que, no dia seguinte ao abandono, o Mar Sem Fim estava preso no gelo. Cercado por placas grandes e instáveis, com “buracos” de mar entre elas impedindo a aproximação, ou saída, de quem quer que fosse.
Abandonamos hora certa. Se ficássemos mais uma noite não sei se poderia contar o fim desta história.
A Antártica é um continente dedicado à ciência, ainda original em suas peculiaridades, e extremamente frágil. A dificuldade de acesso, e o clima rude, atrasaram a chegada e fixação do ser humano.
Foi só depois da Segunda Guerra Mundial, a partir dos anos 50 do século passado, que o homem conseguiu tecnologia suficiente para sobreviver na área e montar as primeiras bases científicas. De lá para cá mais de 30 países, signatários do Tratado Antártico, têm bases no continente gelado. A ausência do ser humano por tanto tempo é a responsável por uma das belezas da Antártica. Um continente quase totalmente livre de poluição, agora ameaçado pelo acidente com o Mar Sem Fim.
Quando tive o primeiro problema na viagem, ainda em Deception, era esta minha maior preocupação. Por isto mantive contato com os chilenos de Fildes. Eles me informam o que se passa. Havia suspeitas de vazamento de óleo, mas as condições críticas do gelo impediam uma verificação mais próxima. Desde que eu e minha tripulação saímos de rei George, em 7 de abril, o gelo que esmagou o meu barco não saiu mais da Bahia Maxwell. Ao contrario. Os blocos ficaram cada vez mais próximos devido a ação do vento, e mais espessos em razão da baixa temperatura.
Assim, finalmente, neste último fim de semana foi feita a primeira aproximação ao Mar Sem Fim.
Um grupo de nove pessoas, entre chilenos e brasileiros (quatro oficiais encarregados de zelarem pelo que resta da base Comandante Ferraz, atingida por um incêndio em fevereiro deste ano estão hospedados na Base Frei, ao lado de Fildes, na mesma baía) participaram da vistoria. Sob o comando de Eduardo Rubilar, chefe da base chilena, eles perceberam que o vazamento de diesel não parou.
Antes de sair de Rei George fiz um desenho do convés do barco mostrando onde ficavam os respiros dos tanques de diesel, de modo que os chilenos pudessem fecha-los assim que o gelo permitisse. E, já de São Paulo, mandei as plantas do barco para que eles conheçam seu interior em deatlhes.
Nesta segunda- feira recebi um e mail, com fotos, de Eduardo Rubilar. Era tudo que eu não queria:

“Estimado Amigo:

Te cuento que ya hemos ido dos veces hasta el sector del lamentable hundimiento del Mar Sem Fim, en donde hemos encontrado las bolsas de basura, algunos estanques de combustible para botes de goma, balones de gas y boyarines atrapados en la nieve y hielo”…

E prossegue o relato:
…”nos sentimos muy orgullosos de poder estar contribuyendo con nuestro trabajo a proteger y salvaguardar el medio ambiente Antártico, a pesar de no contar con el equipamiento adecuado para ello.”

Mesmo sem equipamento apropriado a equipe conseguiu algum sucesso:
…”al sacar las bolsas con basura dejamos abiertos unos forados de a lo menos 8 o 10 metros de profundidad, que sumados a la gran presencia de combustible en el sector son muy peligrosos. Sin embargo recuperamos gran cantidad de cosas que ya no son un peligro para el medio ambiente Antártico.
En la segunda incursión, nos acompañaron los cuatro miembros de la Armada de Brasil que se encuentran hospedados den la Base Frei de la Fuerza Aérea de Chile, quienes me habían solicitado el poder acompañarnos y ver en terreno que se puede hacer para proteger el medio ambiente antártico del derrame del Yate”.
“En esta entrada exploré hacia la proa del yate donde el hielo es realmente delgado y poco seguro para trabajar, debe tener no mas de 4 centímetros, por lo que no trabajaremos ahí aun pues no es seguro, solo recuperamos un estanque de combustible de bote de goma y pudimos ver la cantidad de combustible derramado, creo que en estos momentos debe haber mas del 50% del combustible derramado, pero no lo puedo cuantificar ciertamente”.




É extremamente difícil escrever sobre isto. Procuro, e não encontro, as palavras. Meu objetivo desde que saí da Eldorado foi trabalhar em favor do mar e da zona costeira.
Percebi que a falta de informação talvez seja a principal razão do descaso por parte das autoridades, e das pessoas que freqüentam o litoral. Foi o que me deu força para lançar meu site e começar os documentários sobre a costa brasileira, para a TV Cultura, entre 2005 e 2007. Informação é sempre parte importante da solução. Não parei mais. Foram 90 episódios de trinta minutos mostrando cada detalhe do nosso litoral, suas riquezas e ameaças. Em seguida vieram os dois volumes de “O Brasil visto do Mar Sem Fim”, uma transposição do trabalho para a TV em forma de livro.
E mais adiante, no Verão 2009 – 2010, a primeira série de documentários sobre a Antártica desta vez para a TV Bandeirantes. A idéia era mostrar a importância dos oceanos, e da Antártica, para o clima na Terra.
Foram mais cinco horas de documentários. Antes de trazer o barco de volta ao Brasil, para um novo trabalho para a Cultura, decido ir para a Antártica mais uma vez. O que era para ser uma nova série de matérias e fotos se transforma num pesadelo. E eu passo a ser o agente causador de inúmeros problemas, entre eles, a poluição Antártica.
É doloroso. Um sentimento terrível de culpa. Indescritível.
Desde o início dos problemas como barco faço o possível para minimizar seus impactos.
Estou mantendo contato não só com os chilenos de Fildes, à procura de informações, mas também com empresas especializadas em retirar destroços do mar.
Na Antártica o Mar Sem Fim não pode ficar. Mas, para retirá-lo, é preciso esperar o próximo Verão. Só a partir de novembro, ou dezembro, haverá condições para uma operação deste tipo.
Até lá manterei o público informado.

Pois bem...continuaremos aqui acompanhando e torcendo por nosso comandante.