quinta-feira, 4 de abril de 2013

Curso Intensivo de Aprendizagem e Coaching Assistido por Cavalo.

Aí está um curso super importante e inteligente. O cavalo nos ensinando uma porção de coisas. Prestigiem. 





Descrição: Módulo I, teórico e prático
Local: Haras Aliança da Serra
Período: de 18 a 21 de abril
Horário: 10:00 às 16:00
Inscrições: ABERTAS
O Curso Intensivo de Treinamento Assistido por Cavalos - Módulo I, tem 4 dias de duração e é voltado para todas as pessoas, apaixonadas ou não por cavalos, que desejam desenvolver sua autoestima, autoconhecimento e liderança.
 
Cada umas das atividade é composta por uma parte teórica com observação e prática e todo o trabalho é focado na aprendizagem vivencial e linguagem não verbal com o cavalo em liberdade. Todo o trabalho é realizado em solo. O programa do curso é composto por:
 
- Natureza do cavalo;
- Manadas: formação, liderança e dinâmica dos rebanhos;
- Personalidade de cada cavalo, como dintingui-los e comparação com a personalidade humana;
- Linguagem do cavalo, linguagem corporal e linguagem sensorial;
- O cavalo como um espelho;
- O cavalo como um professor;
- O cavalor como curador;
- O cavalo como treinador;
 
Investimento:
R$ 1.200,00 (Inclui certificado, manual, almoço e coffee-breaks)
 
Facilitadora:
Mônica Xavier Bartolomei (MSc, EGE, EAGALA, TAAC e Rorscharch)
 
Local:
Haras Aliança da Serra, Espírito Santo do Pinhal/SP
 
Informações:
Ligue para (19) 9355-5533 ou envie e-mail para equitac@harasaliancadaserra.com.br


segunda-feira, 18 de março de 2013

Enfim...reencontrei meu especial amigo.

Amigos - 35 anos depois....

Estou super feliz. Dias atrás mais precisamente na quinta feira passada, fui convidado pelo meu irmão Fernando a viajar alguns dias para o Rio Grande do Sul, um passeio sem muito compromissos  a não ser o compromisso especial de rever alguns amigos e pessoas queridas que tiveram em um ou outro momento da nossa existência, uma grande importância. Foram elas que nos moldaram, nos apontaram em determinado momento o caminho a seguir. Caminho este, que foi, sem sombra de dúvida, o caminho correto para prosseguir com retidão nossas vidas. E assim, demos inicio a nossa viagem rumo ao SUL, onde nascemos, nos criamos e nos tornamos "gente". Fomos em busca de resgate de dias da nossa infância e juventude. Pessoas e lugares que fomos felizes. Resgate muito importante, mais ainda quando hoje , já adentrando a turma dos "idosos", essas lembranças se fazem necessárias. Nos alimentam, refazem nossas energias e trazem com a mais absoluta certeza momentos de felicidade , aliás, de extrema felicidade. Como certa feita escreveu o grande escritor alemão Herman Hesse (1877-1962) : " quando pessoas que envelheceram tentam recordar quantas vezes e com que intensidade sentiram felicidade, procuram primeiramente em sua infância, e isso é correto, pois para vivenciar felicidade é preciso sobretudo independência do tempo, e com isso do medo e da esperança, e em geral com os anos as pessoas  perdem essa capacidade. Mesmo eu, quando tento recordar momentos em que participei do brilho do eterno presente, do sorriso de Deus, volto sempre a infância e encontro lá as mais frequentes e valiosas experiências desse tipo ". Nossa viagem foi repleta desses momentos de felicidade. Uma delas,
foi reencontrar muitos amigos de infância e juventude. Um amigo em especial quero aqui deixar consignado.
Quando serventuário da justiça em uma comarca do interior do RS, tive a honra de conhece-lo e ter convivido, brevemente com certeza, mas esse pouco tempo deixou marcado sua presença em minha memória. Juiz iniciando sua brilhante carreira coroada de êxito, me deu espaço, dentro da sua inequívoca humildade, para que desfrutasse de sua amizade. E foi o que ocorreu, Nossos caminhos , por coisas deste mundo sem explicações, tomaram rumos totalmente distantes um do outro. Mas eu segui, com o passar dos anos me inteirando do caminho que seguiu meu amigo daqueles dias. Sempre tive comigo a importância vital dos bons amigos e companheiros. E os "vigio" independente do tempo e local onde nos encontramos. E nesta viagem depois de um "curto espaço de tempo", mais precisamente coisa de 35 anos...eis que sou recebido com um abraço fraterno, franco, saudoso deste querido amigo em Xangrilá, RS, onde ele tem seu canto de reflexão e tranquilidade. Foi um dos momentos de muita alegria e quero aqui lhe prestar minha homenagem e toda minha admiração. Dr. Ruy Armando Gessinger. O Ruizão como alguns lhe tratam. Alemão, outros tantos. Para mim, um amigo de tantos e tantos anos, Dr. Ruy Gessinger. Coisas deste naipe são resumidas como "as alegrias da vida".  E dentre essas alegrias, meu caro amigo, está o privilégio de poder desfrutar da sua amizade. Muito obrigado, em meu nome e em nome do meu irmão Fernando pela calorosa acolhida. Novamente em casa, ainda estamos "saboreando" aqueles momentos, e aqui sempre nos encontraremos a tua disposição, caro amigo. 

Eliane Brum e a nova geração...



Eliane Brum
Que maravilha de texto. Todos os Pais deveriam ler isso...

Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há 
pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo 
que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais 
despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada 
porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as 
ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. 
Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada 
porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, 
sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio 
da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.

Há uma geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em 
outras línguas, viajou para o exterior e teve acesso à cultura e à 
tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo 
tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem 
prontos – bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade.

Tenho me deparado com jovens que esperam ter no mercado de trabalho uma 
continuação de suas casas – onde o chefe seria um pai ou uma mãe 
complacente, que tudo concede. Foram ensinados a pensar que merecem, seja 
lá o que for que queiram. E quando isso não acontece – porque obviamente 
não acontece – sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa 
parte se emburra e desiste.

Como esses estreantes na vida adulta foram crianças e adolescentes que 
ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de relevante, desconhecem 
que a vida é construção – e para conquistar um espaço no mundo é preciso 
ralar muito. Com ética e honestidade – e não a cotoveladas ou aos gritos. 
Como seus pais não conseguiram dizer, é o mundo que anuncia a eles uma 
nova não lá muito animadora: viver é para os insistentes.

Por que boa parte dessa nova geração é assim? Penso que este é um 
questionamento importante para quem está educando uma criança ou um 
adolescente hoje. Nossa época tem sido marcada pela ilusão de que a 
felicidade é uma espécie de direito. E tenho testemunhado a angústia de 
muitos pais para garantir que os filhos sejam “felizes”. Pais que fazem 
malabarismos para dar tudo aos filhos e protegê-los de todos os 
perrengues – sem esperar nenhuma responsabilização nem reciprocidade.

É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem 
devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal. 
Mas é possível uma vida sem frustrações? Não é importante que os filhos 
compreendam como parte do processo educativo duas premissas básicas do 
viver, a frustração e o esforço? Ou a falta e a busca, duas faces de um 
mesmo movimento? Existe alguém que viva sem se confrontar dia após dia com 
os limites tanto de sua condição humana como de suas capacidades 
individuais?

Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O 
valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é 
esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece 
já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não 
estudou, passou a noite na balada e foi aprovado no vestibular de 
Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, 
no máximo, coisa para os filhos da classe C, que ainda precisam assegurar 
seu lugar no país.

Da mesma forma que supostamente seria possível construir um lugar sem 
esforço, existe a crença não menos fantasiosa de que é possível viver sem 
sofrer. De que as dores inerentes a toda vida são uma anomalia e, como 
percebo em muitos jovens, uma espécie de traição ao futuro que deveria 
estar garantido. Pais e filhos têm pagado caro pela crença de que a 
felicidade é um direito. E a frustração um fracasso. Talvez aí esteja uma 
pista para compreender a geração do “eu mereço”.

Basta andar por esse mundo para testemunhar o rosto de espanto e de mágoa 
de jovens ao descobrir que a vida não é como os pais tinham lhes 
prometido. Expressão que logo muda para o emburramento. E o pior é que 
sofrem terrivelmente. Porque possuem muitas habilidades e ferramentas, mas 
não têm o menor preparo para lidar com a dor e as decepções. Nem imaginam 
que viver é também ter de aceitar limitações – e que ninguém, por mais 
brilhante que seja, consegue tudo o que quer.

A questão, como poderia formular o filósofo Garrincha, é: “Estes pais e 
estes filhos combinaram com a vida que seria fácil”? É no passar dos dias 
que a conta não fecha e o projeto construído sobre fumaça desaparece 
deixando nenhum chão. Ninguém descobre que viver é complicado quando 
cresce ou deveria crescer – este momento é apenas quando a condição 
humana, frágil e falha, começa a se explicitar no confronto com os muros 
da realidade. Desde sempre sofremos. E mais vamos sofrer se não temos 
espaço nem mesmo para falar da tristeza e da confusão.

Me parece que é isso que tem acontecido em muitas famílias por aí: se a 
felicidade é um imperativo, o item principal do pacote completo que os 
pais supostamente teriam de garantir aos filhos para serem considerados 
bem sucedidos, como falar de dor, de medo e da sensação de se sentir 
desencaixado? Não há espaço para nada que seja da vida, que pertença aos 
espasmos de crescer duvidando de seu lugar no mundo, porque isso seria um 
reconhecimento da falência do projeto familiar construído sobre a ilusão 
da felicidade e da completude.

Quando o que não pode ser dito vira sintoma – já que ninguém está disposto 
a escutar, porque escutar significaria rever escolhas e reconhecer 
equívocos – o mais fácil é calar. E não por acaso se cala com medicamentos 
e cada vez mais cedo o desconforto de crianças que não se comportam 
segundo o manual. Assim, a família pode tocar o cotidiano sem que ninguém 
precise olhar de verdade para ninguém dentro de casa.

Se os filhos têm o direito de ser felizes simplesmente porque existem – e 
aos pais caberia garantir esse direito – que tipo de relação pais e filhos 
podem ter? Como seria possível estabelecer um vínculo genuíno se o 
sofrimento, o medo e as dúvidas estão previamente fora dele? Se a relação 
está construída sobre uma ilusão, só é possível fingir.

Aos filhos cabe fingir felicidade – e, como não conseguem, passam a exigir 
cada vez mais de tudo, especialmente coisas materiais, já que estas são as 
mais fáceis de alcançar – e aos pais cabe fingir ter a possibilidade de 
garantir a felicidade, o que sabem intimamente que é uma mentira porque a 
sentem na própria pele dia após dia. É pelos objetos de consumo que a 
novela familiar tem se desenrolado, onde os pais fazem de conta que dão o 
que ninguém pode dar, e os filhos simulam receber o que só eles podem 
buscar. E por isso logo é preciso criar uma nova demanda para manter o 
jogo funcionando.

O resultado disso é pais e filhos angustiados, que vão conviver uma vida 
inteira, mas se desconhecem. E, portanto, estão perdendo uma grande 
chance. Todos sofrem muito nesse teatro de desencontros anunciados. E mais 
sofrem porque precisam fingir que existe uma vida em que se pode tudo. E 
acreditar que se pode tudo é o atalho mais rápido para alcançar não a 
frustração que move, mas aquela que paralisa.

Quando converso com esses jovens no parapeito da vida adulta, com suas 
imensas possibilidades e riscos tão grandiosos quanto, percebo que 
precisam muito de realidade. Com tudo o que a realidade é. Sim, assumir a 
narrativa da própria vida é para quem tem coragem. Não é complicado porque 
você vai ter competidores com habilidades iguais ou superiores a sua, mas 
porque se tornar aquilo que se é, buscar a própria voz, é escolher um 
percurso pontilhado de desvios e sem nenhuma certeza de chegada. É viver 
com dúvidas e ter de responder pelas próprias escolhas. Mas é nesse 
movimento que a gente vira gente grande.

Seria muito bacana que os pais de hoje entendessem que tão importante 
quanto uma boa escola ou um curso de línguas ou um Ipad é dizer de vez em 
quando: “Te vira, meu filho. Você sempre poderá contar comigo, mas essa 
briga é tua”. Assim como sentar para jantar e falar da vida como ela é: 
“Olha, meu dia foi difícil” ou “Estou com dúvidas, estou com medo, estou 
confuso” ou “Não sei o que fazer, mas estou tentando descobrir”. Porque 
fingir que está tudo bem e que tudo pode significa dizer ao seu filho que 
você não confia nele nem o respeita, já que o trata como um imbecil, 
incapaz de compreender a matéria da existência. É tão ruim quanto ligar a 
TV em volume alto o suficiente para que nada que ameace o frágil 
equilíbrio doméstico possa ser dito.

Agora, se os pais mentiram que a felicidade é um direito e seu filho 
merece tudo simplesmente por existir, paciência. De nada vai adiantar 
choramingar ou emburrar ao descobrir que vai ter de conquistar seu espaço 
no mundo sem nenhuma garantia. O melhor a fazer é ter a coragem de 
escolher. Seja a escolha de lutar pelo seu desejo – ou para descobri-lo –, 
seja a de abrir mão dele. E não culpar ninguém porque eventualmente não 
deu certo, porque com certeza vai dar errado muitas vezes. Ou transferir 
para o outro a responsabilidade pela sua desistência.

Crescer é compreender que o fato de a vida ser falta não a torna menor. 
Sim, a vida é insuficiente. Mas é o que temos. E é melhor não perder tempo 
se sentindo injustiçado porque um dia ela acaba.

Eliane Brum (Revista Época)  "sempre olhou para a vida e para as pessoas de uma maneira diferente. Nascida em Ijuí , lembra que ainda na infância olhava para as luzes acesas dentro das casas dos moradores da cidade e imaginava como cada um vivia, o que os fazia rir ou chorar. “Eu era uma criança exacerbadamente sensível. Desde pequena, sentia as dores do mundo”, conta. Filha de professores - a mãe, Vanyr, lecionava Português e Literatura, o pai, Argemiro Brum , ensinava Português, escritor de livros sobre história econômica e fundador da Universidade de Ijuí" . 


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

VICTOR BRECHERET - O CARA!!!




Sou o gaúcho mais paulistano desta cidade. Estou por aqui coisa de 35 anos e a cidade de São Paulo sempre fez minha cabeça. Conheço a cidade como poucos. Já andei por todos os cantos e uma das coisas que mais me encanta em São Paulo á a diversidade. Cada pedacinho tem sua particularidade com certeza pela mescla de gente que aqui veio morar. Os bairros , todos sem exceção, são identificados por um ou outro detalhe . Os italianos que aqui chegaram, os alemães, espanhóis, portugueses, japoneses, enfim. gente  de todos os cantos do mundo, de todas as regiões do Brasil, carimbaram de uma ou outra maneira, sua presença por aqui. Gosto muito de caminhar pela cidade. Pois só caminhando vc consegue observar cada cantinho e descobre coisas que passariam desapercebido se vc cruzar de automóvel, ônibus ou outro veículo qualquer. Só "de pés" como falam nossos irmãos lá do norte e nordeste vc. decifra a cidade. Feito este preâmbulo gostaria de salientar o registro de aniversário de um "paulistano" como eu. Nascido na Itália, veio para o Brasil mocinho e aqui virou ítalo-brasileiro por opção. Tráta-se  de um dos grandes artistas escultores do Brasil, Victor Brecheret( 22 de fevereiro de 1894 Farnese-Itália/ 17 de dezembro de 1955 São Paulo SP. Para quem desconhece quem seja, com certeza já passou por uma das suas obras. Ali defronte o Parque Ibirapuera, vc bate de frente com uma escultura de encher os olhos de qualquer vivente. O Monumento as Bandeiras. É o monumento que mais gosto da cidade. Situado no lugar apropriado essa escultura  levou 30 anos para ser feita. Homenageia os bandeirantes que cruzaram a pata de cavalo todo o continente e descobriram várias etnias espalhadas por nosso País.   Lá por volta de 1921 o governo de São Paulo encomendou a Brecheret a escultura. E o artista se debruçou na prancheta  para dar vida a essa maravilha. Em 1954, quando da inauguração do Parque Ibirapuera, a obra estava pronta. Um colosso. Tem 50 metros de comprimento, 16 metros de altura, e Brecheret usou 250 blocos de granito (50 toneladas cada um). Vale a pena conhecer a obra de pertinho, tocar na pedra. Vc com certeza ficará emocionado e sentirá toda a energia que ali foi posta pelo autor. E isso, é uma das coisas que faz a cidade de São Paulo ser querida por muitos brasileiros e estrangeiros que aqui "sentaram praça". Apesar da judiaria que os políticos  governantes , em sua grande maioria incompetentes, fazem com a cidade e o descaso com as coisas do povo,  São Paulo vai sempre em frente. E a cada dia se torna mais querida. Fui....


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A VIOLENCIA CONTRA A POLICIA.




Depois de um bom tempo afastado do meu blog, retorno as "escrituras". Por motivo alheio a minha vontade, tive que deixar "meu parceirinho" meio que de lado mas, cá estou. Retorno publicando uma matéria que tirei do blog do nosso querido Dr. Ruy Gessinger lá do Rio Grande do Sul. Trata-se de um tema mais que importante. Um tema obrigatório que deveria ser discutido todos os dias e tomadas as providências que nossos governantes insistem em não tomar. Isso, entre outras coisas é omissão, falta de vergonha na cara e outras coisitas mais. Mas vamos ao texto abaixo. 

Namorando com o suicídio",publicada em 30/01/2013, por J. R. Guzzo

Se nada piorar neste ano de 2013, cerca de 250 policiais serão assassinados no Brasil até o dia 31 de dezembro. É uma história de horror, sem paralelo em nenhum país do mundo civilizado. Mas estes foram os números de 2012, com as variações devidas às diferenças nos critérios de contagem, e não há nenhuma razão para imaginar que as coisas fiquem melhores em 2013 – ao contrário, o fato de que um agente da polícia é morto a cada 35 horas por criminosos, em algum lugar do país, é aceito com indiferença cada vez maior pelas autoridades que comandam os policiais e que têm a obrigação de ficar do seu lado. A tendência, assim, é que essa matança continue sendo considerada a coisa mais natural do mundo – algo que “acontece”, como as chuvas de verão e os engarrafamentos de trânsito de todos os dias.

Raramente, hoje em dia, os barões que mandam nos nossos governos, mais as estrelas do mundo intelectual, os meios de comunicação e a sociedade em geral se incomodam em pensar no tamanho desse desastre. Deveriam, todos, estar fazendo justo o contrário, pois o desastre chegou a um extremo incompreensível para qualquer país que não queira ser classificado como selvagem. Na França, para ficar em um exemplo de entendimento rápido, 620 policiais foram assassinados por marginais nos últimos quarenta anos – isso mesmo, quarenta anos, de 1971 a 2012. São cifras em queda livre. Na década de 80, a França registrava, em média, 25 homicídios de agentes da polícia por ano, mais ou menos um padrão para nações desenvolvidas do mesmo porte. Na década de 2000 esse número caiu para seis – apenas seis, nem um a mais, contra os nossos atuais 250. O que mais seria preciso para admitir que estamos vivendo no meio de uma completa aberração?

Há alguma coisa profundamente errada com um país que engole passivamente o assassínio quase diário de seus policiais -e, com isso, diz em voz baixa aos bandidos que podem continuar matando à vontade, pois, no fundo, estão numa briga particular com “a polícia”, e ninguém vai se meter no meio. Essa degeneração é o resultado direto da política de covardia a que os governos estaduais brasileiros obedecem há décadas diante da criminalidade. Em nenhum lugar a situação é pior do que em São Paulo, onde se registra a metade dos assassinatos de policiais no Brasil; com 20% da população nacional, tem 50% dos crimes cometidos nessa guerra. É coisa que vem de longe. Desde que Franco Montoro foi eleito governador, em 1982, nas primeiras eleições diretas para os governos estaduais permitidas pelo regime militar, criou-se em São Paulo, e dali se espalhou pelo Brasil, a ideia de que reprimir delitos é uma postura antidemocrática – e que a principal função do estado é combater a violência da polícia, não o crime. De lá para cá, pouca coisa mudou. A consequência está aí: mais de 100 policiais paulistas assassinados em 2012.

O jornalista André Petry, num artigo recente publicado nesta revista, apontou um fato francamente patológico: o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, conseguiu o prodígio de não comparecer ao enterro de um único dos cento e tantos agentes da sua polícia assassinados ao longo do ano de 2012. A atitude seria considerada monstruosa em qualquer país sério do mundo. Aqui ninguém sequer percebe o que o homem fez, a começar por ele próprio. Se lesse essas linhas, provavelmente ficaria surpreso: “Não, não fui a enterro nenhum. Qual é o problema?”. A oposição ao governador não disse uma palavra sobre sua ausência nos funerais. As dezenas de grupos prontos a se indignar 24 horas por dia contra os delitos da polícia,reais ou imaginários, nada viram de anormal na conduta do governador. A mídia ficou em silêncio. É o aberto descaso pela vida, quando essa vida pertence a um policial. É, também, a capitulação diante de uma insensatez: a de ficar neutro na guerra aberta que os criminosos declararam contra a polícia no Brasil.

Há mais que isso. A moda predominante nos governos estaduais, que vivem apavorados por padres, jornalistas, ONGs, advogados criminais e defensores de minorias, viciados em crack, mendigos, vadios e por aí afora, é perseguir as sua próprias polícias – com corregedorias, ouvidorias, procuradorias e tudo o que ajude a mostrar quanto combatem a “arbitrariedade”. Sua última invenção, em São Paulo, foi proibir a polícia de socorrer vítimas em cenas de crime, por desconfiar que faça alguma coisa errada se o ferido for um criminoso; com isso, os policiais paulistas tornam-se os únicos cidadãos brasileiros proibidos de ajudar pessoas que estejam sangrando no meio da rua. É crescente o número de promotores que não veem como sua principal obrigação obter a condenação de criminosos; o que querem é lutar contra a “higienização” das ruas, a “postura repressiva” da polícia e ações que incomodem os “excluídos”. Muitos juízes seguem na mesma procissão. Dentro e fora dos governos continua a ser aceita, como verdade científica, a ficção de que a culpa pelo crime é da miséria, e não dos criminosos. Ignora-se o fato de que não existe no Brasil de hoje um único assaltante que roube para matar a fome ou comprar o leite das crianças. Roubam, agridem e matam porque querem um relógio Rolex; não aceitam viver segundo as regras obedecidas por todos os demais cidadãos, a começar pela que manda cada um ganhar seu sustento com o próprio trabalho. Começam no crime aos 12 ou 13 anos de idade, estimulados pela certeza de que podem cometer os atos mais selvagens sem receber nenhuma punição; aos 18 ou 19 anos já estão decididos a continuar assim pelo resto da vida.

Essa tragédia, obviamente, não é um “problema dos estados”, fantasia que os governos federais inventaram há mais de 100 anos para o seu próprio conforto – é um problema do Brasil. A presidente Dilma Rousseff acorda todos os dias num país onde há 50 000 homicídios por ano; ao ir para a cama de noite, mais de 140 brasileiros terão sido assassinados ao longo de sua jornada de trabalho. Dilma parece não sentir que isso seja um absurdo. No máximo, faz uma ou outra reunião inútil para discutir “políticas públicas” de segurança, em que só se fala em verbas e todos ficam tentando adivinhar o que a presidente quer ouvir. Não tem paciência para lidar com o assunto; quer voltar logo ao seu computador, no qual se imagina capaz de montar estratégias para desproblematizar as problematizações que merecem a sua atenção. Não se dá conta de que preside um país ocupado, onde a tropa de ocupação são os criminosos. Bela solução dada pela Itália, foi a criação da denominada POLÍZIA PENITENZIÁRIA na década de 90, no Brasil, os agentes prisionais são considerados a escoria da sociedade e da segurança pública, e o crime reina latente em todos lugares.

Muito pouca gente, na verdade, se dá conta. Os militares se preocupam com tanques de guerra, caças e fragatas que não servem para nada; estão à espera da invasão dos tártaros, quando o inimigo real está aqui dentro. Não podem, por lei, fazer nada contra o crime – não conseguem nem mesmo evitar que seus quartéis sejam regularmente roubados por criminosos à procura de armas. A classe média, frequentemente em luta para pagar as contas do mês, se encanta porque também ela, agora, começa a poder circular em carros blindados; noticia-se, para orgulho geral, que essa maravilha estará chegando em breve à classe C. O número de seguranças de terno preto plantados na frente das escolas mais caras, na hora da saída, está a caminho de superar o número de professores. As autoridades, enfim, parecem dizer aos policiais: “Damos verbas a vocês. Damos carros. Damos armas. Damos coletes. Virem-se.”

É perturbadora, no Brasil de hoje, a facilidade com que governantes e cidadãos passaram a aceitar o convívio diário com o mal em estado puro. É um “tudo bem” crescente, que aceita cada vez mais como normal o que é positivamente anormal – “tudo bem” que policiais sejam assassinados quase todos os dias, que 90% dos homicídios jamais cheguem a ser julgados, que delinquentes privatizem para seu uso áreas inteiras das grandes cidades. E daí? Estamos tão bem que a última grande ideia do governo, em matéria de segurança, é uma campanha de propaganda que recomenda ao cidadão: “Proteja a sua família. Desarme-se”. É uma bela maneira, sem dúvida, de namorar com o suicídio.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Paul and Linda McCartney - 'Heart Of The Country'


No Twitter, nosso querido Paul McCartney postou um vídeo em que faz mais uma homenagem a sua ex mulher Linda Louise Eastman McCartney. Agora, através de um desenho animado, copiando o vídeo original da música Heart of the Country (coração do país) que consta do disco RAM (1971). As imagens do desenho retratam Linda preparando a comida de alguns animais. Como Paul McCartney, Linda era vegetariana e o objetivo do desenho animado é divulgar a Empresa de propriedade da familia e que foi criada por ela. Vejam e escutem aí...