sábado, 7 de maio de 2011

Cruzada, Renato Braz e Boca Livre



Vamos falar de música. Música é fundamental nas nossas vidas. E eu sempre cruzei por esse mundo da música tendo comigo que ela é indispensável  a minha sobrevivência. Por muitos anos vivi em função dela, ora como músico, ora como apreciador, ora como trabalho, enfim, sempre atado a música e músicos. Posto hoje esse inigualável grupo chamado Boca Livre. Uma das nossas preciosidades no cancioneiro brasileiro.  Criado em 1978  por  David Tygel e Maurício Maestro, teve a adesão de Zé Renato e Cláudio Nucci.  Logo em 1979 gravaram o primeiro longplay (Boca Livre). Daí pra frente, inúmeros sucessos como as músicas : Toada, Quem Tem A Viola, Nenén, Tudo Certo; Estrela Da Terra (Com Nana Caymmi)João Balaio, Todo Azul Do Mar (Com 14 Bis), O Trenzinho do Caipira e tantas outras. Quem não as conhece? Com isso, Boca Livre virou uma "grife, teve várias formações e voltou, em 2006 , com a formação utilizada até os dias de hoje: Maurício Maestro, David Tygel, Zé Renato e Lourenço Baeta. Para quem gosta do Boca Livre aí está uma composição de Tavinho Moura e Márcio Borges - Cruzada. Verdadeira obra prima , enriquecida com a participação desse cantor maravilhoso, paulista de nascimento, Renato Braz. (Premio Visa - 2002)  Escutem, agradem seus ouvidos, e vejam as coisas lindas que temos neste País, tão voltado para a contracultura, todos os dias fechando os espaços aos nossos poetas e compositores, músicos e tantos outros artistas de valor.
Até amanhã...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Gratuidade da justiça.

Que maravilha isso...vez por outra temos a grata surpresa de justiça bem feita. Leiam , reflitam e comentem. É um assunto extraído do blog do Dr.Ruy Armando Gessinger, lá da terra dos gaúchos. Achei pertinente postar aqui porque o Juiz Desembargador que profere o voto  no Agravo de Instrumento, é membro do Tribunal de Justiça de São Paulo.   Tomara que sirva de lição para alguns mocinhos que andam por aí, travestidos de juízes de direito. E que aprendam que a lei dura lex na maioria das vezes, só prejudica a quem mais dela precisa. Experimentem, vez em quando, senhores juízes, usar uma pitada de bom senso. Segue Dr. Ruy e demais causídicos...
"Sempre achei que o acesso ao Judiciário não pode ser negado. A cobrança de custas  , dependendo de quem se trate, implica  lhe negar  direito fundamental.Sempre entendi que a mera afirmação de carência de meios deveria bastar. A parte adversa que impugne e prove o contrário.
Recebo do meu caro amigo Luiz Beck da Silva cópia de uma decisão muito elogiável. Eis o teor do mail:
"Vez ou outra ainda encontramos no judiciário algum juiz, desembargador ou ministro, que sabe avaliar não só os papéis do processo mas e principalmente, a situação real das pessoas que a eles recorrem. Que maravilha de decisão esta aqui. Leiam e curtam... 
Decisão do Desembargador José Luiz Palma Bisson, do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferida num Recurso de Agravo de Instrumento ajuizado contra despacho de um Magistrado da cidade de Marília (SP), que negou os benefícios da Justiça Gratuita a um menor, filho de um marceneiro que morreu depois de ser atropelado por uma motocicleta. O menor ajuizou uma ação de indenização contra o causador do acidente pedindo pensão de um salário mínimo mais danos morais decorrentes do falecimento do pai.
Por não ter condições financeiras para pagar custas do processo o menor pediu a gratuidade prevista na Lei 1060/50. O Juiz, no entanto, negou-lhe o direito dizendo não ter apresentado prova de pobreza e, também, por estar representado no processo por "advogado particular". A decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a partir do voto do Desembargador Palma Bisson é daquelas que merecem ser comentadas, guardadas e relidas diariamente por todos os que militam no Judiciário.

Transcrevo a íntegra do voto:

“É o relatório. Que sorte a sua, menino, depois do azar de perder o pai e ter sido vitimado por um filho de coração duro - ou sem ele -, com o indeferimento da gratuidade que você perseguia. Um dedo de sorte apenas, é verdade, mas de sorte rara, que a loteria do distribuidor, perversa por natureza, não costuma proporcionar. Fez caber a mim, com efeito, filho de marceneiro como você, a missão de reavaliar a sua fortuna.
Aquela para mim maior, aliás, pelo meu pai - por Deus ainda vivente e trabalhador - legada, olha-me agora. É uma plaina manual feita por ele em paubrasil, e que, aparentemente enfeitando o meu gabinete de trabalho, a rigor diuturnamente avisa quem sou, de onde vim e com que cuidado extremo, cuidado de artesão marceneiro, devo tratar as pessoas que me vêm a julgamento disfarçados de autos processuais, tantos são os que nestes vêem apenas papel repetido. É uma plaina que faz lembrar, sobretudo, meus caros dias de menino, em que trabalhei com meu pai e tantos outros marceneiros como ele, derretendo cola coqueiro - que nem existe mais - num velho fogão a gravetos que nunca faltavam na oficina de marcenaria em que cresci; fogão cheiroso da queima da madeira e do pão com manteiga, ali tostado no paralelo da faina menina.
Desde esses dias, que você menino desafortunadamente não terá, eu hauri a certeza de que os marceneiros não são ricos não, de dinheiro ao menos. São os marceneiros nesta Terra até hoje, menino saiba, como aquele José, pai do menino Deus, que até o julgador singular deveria saber quem é.
O seu pai, menino, desses marceneiros era. Foi atropelado na volta a pé do trabalho, o que, nesses dias em que qualquer um é motorizado, já é sinal de pobreza bastante. E se tornava para descansar em casa posta no Conjunto Habitacional Monte Castelo, no castelo somente em nome habitava, sinal de pobreza exuberante.
Claro como a luz, igualmente, é o fato de que você, menino, no pedir pensão de apenas um salário mínimo, pede não mais que para comer. Logo, para quem quer e consegue ver nas aplainadas entrelinhas da sua vida, o que você nela tem de sobra, menino, é a fome não saciada dos pobres.
Por conseguinte um deles é, e não deixa de sê-lo, saiba mais uma vez, nem por estar contando com defensor particular. O ser filho de marceneiro me ensinou inclusive a não ver nesse detalhe um sinal de riqueza do cliente; antes e ao revés a nele divisar um gesto de pureza do causídico. Tantas, deveras, foram as causas pobres que patrocinei quando advogava, em troca quase sempre de nada, ou, em certa feita, como me lembro com a boca cheia d'água, de um prato de alvas balas de coco, verba honorária em riqueza jamais superada pelo lúdico e inesquecível prazer que me proporcionou.
Ademais, onde está escrito que pobre que se preza deve procurar somente os advogados dos pobres para defendê-lo? Quiçá no livro grosso dos preconceitos...
Enfim, menino, tudo isso é para dizer que você merece sim a gratuidade, em razão da pobreza que, no seu caso, grita a plenos pulmões para quem quer e consegue ouvir.
Fica este seu agravo de instrumento então provido; mantida fica, agora com ares de definitiva, a antecipação da tutela recursal.
É como marceneiro que voto.
JOSÉ LUIZ PALMA BISSON -- Relator Sorteado”

Até amanhã...queridos amigos.

Gaúcho Ruy Gessinger.

Oi pessoal..Se atentem...meu amigo prezado, lá do Rio Grande do Sul, Dr. Ruy Armando Gessinger, está de casa nova. Finalmente entrou para os blogmans do Blogspot.  Vais gostar pois é um produto de alta qualidade. Fácil de operar, visual moderno. è só escolher a moldura e..post e post. Aqui estaremos sempre para acompanhar seus escritos que só nos iluminam com sua sabedoria, conhecimento geral, cultura, história e estórias. E já vai ajeitando a máquina de retrato pois as matérias no blogspot permitem um recheio mais gostoso. Acompanhar os assuntos com imagens alegra os olhos, beneficia sobremaneira o coração. Resumindo pois começo a escrever e me empolgo. BEM VINDO SEJA, CARO AMIGO.
Quer seguir o blog do Ruy ? :                      http://ruygessinger.blogspot.com/

terça-feira, 3 de maio de 2011

CUIDADO...o próximo poderá ser você.

Escrever algo sobre isso, nos dias de hoje, tendo a opinião que tenho, abre portas para críticas, desaforos e quetais. Infeliz deste mundo de hoje em que os poderosos fazem justiça com as próprias mãos. O mundo está indo para um caminho sem volta. Todos os dias leis são jogadas ao fogo e o que é pior, com  assentimento e concordância da grande maioria. Não me entra na cabeça justificativas tipo usada pelos americanos, os donos do mundo que entram onde querem, quando querem e decidem de pronto, sem a mínima chance de defesa dentro da legalidade, dentro da lei. A execução desse pavoroso terrorista que causou a morte de miulhares de pessoas e a desgraça de outras tantas famílias, a meu ver, foi desnecessária. Necessária apenas para provar mais uma vez, aos demais  terráqueos, a força dos EUA. Somos manipuladoas todos os dias pela mídia que adora esse tipo de coisa. Fico pensando se todo mundo andasse com um colt 44 na cintura e ao passar por uma calçada estreita resolvessem decidir quem cruzava por primeiro, não haveria cemitério no mundo que abrigasse tantos mortos sumariamente pelo mais forte. Cada um resolveria de acordo com seu bom ou mau humor. Foi e o que faz sempre os americanos. Invadiram o Paquistão, desceram na casa do Sr. OSama Bin LAden e o fuzilaram sumariamente. Embrulharam em algum lençol, colocaram o cadáver dentro de um helicóptero e num gesto ",magnânime" de bom moço, despejaran-no no Oceano para "preservar" o que manda os preceitos religiosos do terrorista. Pronto,. Estão satisfeitos todos os egos norte americanos, estão vingados. O Presidente Obama cumpriu uma promessa de campanha, devolveu ao povo o orgulho da potência número um do planeta.  Sou de opinião que deveriam usar sua força sim, mesmo porque esse homem sempre seria um perigo solto. Mas o prendendo e o levando aos Tribunais de Justiça para receber o devido julgamento atendendo os preceitos da lei. Ponto. Depois disso, se a lei resolvesse acabar com a vida dele, que o fizessem. Aí sim. Seria feita justiça.
De outra maneira amanhã, poderá ser vc a receber um torpedo na sua casa, sem a mínima chance de explicar que o destinatário do mesmo... era o vizinho do lado!!!!
Até amanhã.... (claro , se eles, não acharem que o Ivanzinho também é terrorista)

domingo, 1 de maio de 2011

Festival da Barranca e estradas do sul.


BR 285 - RS
Como prometido, escrevo algumas linhas a respeito da viagem realizada ao Festival da Barranca 40 anos, na cidade de São Borja, RS.  Sempre realizado nos dias de páscoa, inicia-se na quinta feira e se encerra no sábado a noite para que os participantes possam voltar a seus lares no domingo de páscoa e estar com os seus. Lá cheguei na quarta feira acompanhado de meu filho Ivanhoé Junior e meu querido irmão Fernando que gentilmente ofereceu-se para dar um passeiozinho até São Borja, coisa de 1.500 km. A viagem correu normal, passamos por diversos tipos de estrada, cruzando 4 estados da Federação. Não tem como não observar a grande diferença existente entre estados que teóricamente, por serem de um mesmo país, deveriam serem parecidos no que concerne a infra estrutura. São Paulo, este estado pujante, estradas em ótimas condições, ultra modernas, seguras. Paraná, no lado norte e talvez pela proximidade com São Paulo, estradas boas. Chega-se a Ponta Grossa  no Paraná tranquilamente. Daí para frente, acaba-se (ou inicia-se, como queiram)  o Brasil velho de Vargas. Ao ir chegando no sul do Paraná, adentrando Santa Catarina e em especial no Rio Grande do Sul, o estado das estradas é crítico. Antigas, mal conservadas sem a mínima infra estrutura, explicam por si só, a verdadeira matança realizada todos os dias com acidentes que poderiam ser evitados e mortes que deveriam ser creditadas ao Poder Público, mesmo que algumas estejam sobre a proteção da iniciativa privada. Explico. O governo, incapaz em gerir essas estradas promoveu a privatização delas, entregando-as em leilões arranjados a Empresas sem a mínima capacidade de conservar essas estradas. Então se verifica a quem resolver cruzalas com o olhar atento o total abandono a que estão submetidas. Sem acostamento, esburacadas, sem sinalização, alto tráfego de veículos que buscam o centro do país e retorno dessas viagens, fazem com que viajar por elas é estar correndo sério risco de vida. No Rio Grande do Sul, em especial, cruzei a BR285, estrada construída pelo 3º Batalhão Rodoviário e funcionários públicos federais contratados a época do governo militar, é uma vergonha a céu aberto.(Inicia-se em Araranguá SC-Km 0,  e termina na cidade de São Borja RS extensão de aproximadamente 674,5 km,). Aliás, como praticamente 90% das estradas gaúchas. Deveriam ter no mínimo vergonha de cobrar pedágios em algumas delas. Não é o que ocorre e nas proximidades da cidade de Carazinho em um trajeto de 14 km existem dois pedágios . Assalto oficializado por cobrarem por aquilo que não tem o mínimo direito. Onde estão as autoridades que deveriam verificar isso? Pergunto ao Senhor governador que assume o governo do estado. Pois ele, como "comandante em chefe" de todos os gaúchos tem por obrigação proteger sua gente. E acredito que o Dr. Tarso Genro não deixará passar essas coisas em branco. Quero crêr que chega para corrigir inúmeras coisas erradas que o Rio Grande herdou, em especial no governo  da Sra. Yeda Crusius que não disse ao que veio. Essa, é a impressão que fica a quem chega de fora a um dos mais importantes estados da Federação e que se encontra, em petição de miséria. Pelo menos onde passei, na Região das Missões.
Semana que vem escrevo mais a respeito do assunto. Até amanhã.

sábado, 30 de abril de 2011

Richard Galliano & Tangaria Quartet - Tangaria



Tangaria Quartet. Grupo formado pelo francês Richard Galiano no acordeon, pelos venezuelanos Aléxis Cárdenas ao violino e Rafael Mejias na percussão, e Phillippe Aerts ao contrabaixo. Músicos excepcionais, todos profundos conhecedores de seus instrumentos, é o post que coloco hoje. Muita gente ainda não teve oportunidade de ouvi-los e ve-los tocar. Como aqui gosto de postar entre outras coisas, música da boa, espero que apreciem. Tangaria Quartet se apresenta a vários anos pelo mundo especialmente em Festivais de Música. Tive a oportunidade de estar com eles quando em uma das suas vindas ao Brasil para se apresentar no Auditório Ibirapuera. Lá teve a participação de dois brasileiros, também excepcionais que são, nosso violonista Yamandú Costa e o bandolinista Hamilton de Holanda. Uma noite inesquecível que reproduzo aqui, agora em uma apresentação no Festival de Marciac em 2006. Divirtam-se.
Até amanhã se Deus o permitir.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Rosália Saenger e Rui Biriva.

Rosália Saenger

Sérgio Reis e Rui Biriva
Abro espaço prá falar um pouco de tristezadas deste mundão véio de Deus. Esta semana perdemos duas pessoas especiais para a cultura do Rio Grande do Sul. No sábado uma amiga querida, radicada a dois anos no Rio de Janeiro. Rosália Saenger. Natural de Uruguaiana onde se realiza todos os anos a Califórnia da Canção Nativa, Rosália foi parceira presente no início dos festivais no Rio Grande do Sul. Lá, recebia juntamente com seus familiares todos os músicos que participavam da Califórnia. Os hospedava em sua casa e tinha um carinho muito grande por todos nós. A seu modo, sempre fez parte do Movimento Nativista gaúcho. Inteligente, perspicaz, parceira efetiva, tinha sempre opinião formada a respeito das coisas. Acompanhou de perto todos os nomes que despacito, despacito foram moldando essa cultura à terra nativa e que hoje aí está, com força total neste movimento musical rio grandense. E para a tristeza de todos os gaúchos de norte a sul, nosso querido Rui Biriva. Está de luto a arte do Rio Grande. E todos nós amigos da Rosália e do Rui estamos de tarja preta na alma. Sempre serão lembrados queridos amigos. Com certeza  Deus os receberá de braços abertos, pessoas lindas que sempre foram.

Até amanhã.