quinta-feira, 17 de março de 2011

Desenhos de Mariluh Fernandes

familia bovina
      
Olha aí meus amigos do Sul. Sou fã de carteirinha dos trabalhos de Mariluh Fernandes, especialmente as gravuras em aquarela. Por isso o post de mais uma exposição dessa pessoa muito especial, gauchinha lá de  Tupanciretã. Vale a pena visita-la na PUC. O passeio será recompensado!!


Desenhos de Mariluh Fernandes .
Lembra antigos cartões de gravura em Canson Montval tamanho 25 x 17,50 cm, porém com imagens exclusivas e pintados em aguada de nanquim sépia com alguns toques de aquarela, retratando cenas diárias na praia, campo e cidades, em momentos de ternura do convívio entre os seres, lembrando que podemos evoluir  e melhorar a Terra com o respeito e amor com quem a partilhamos.

Acompanhados de frases nobres, uma bela forma de revermos pensamentos de Leonardo da Vinci, Anatole France, Buda, Gandhi, Darwin entre outros.
A exposição fica de 16 a 30 de março 2011 no Espaço Cultural (no saguão) do Hospital São Lucas da PUCRS em Porto Alegre e podem ser adquiridos no local.

DALAI LAMA

                                                                    DALAI LAMA

sexta-feira, 4 de março de 2011

Língua alemã...aprenda com facilidade!!!

                                                       Reichstagsgebäude von Westen
                                              
A língua alemã é relativamente fácil, e aquele que sabe latim e está habituado as declinações aprende facilmente falar, ler e  escrever o alemão. Isto é o que dizem os professores de alemão na primeira lição, e então começam a estudar der, des, dem, den, die e dizem que logo, logo vem tudo fácil.
É simples. Para ver claramente vamos estudar bem o alemão usando um exemplo:
Primeiro, pega-se um livro de alemão. É um magnífico volume forrado em seda, publicado em Dortmund e trata de usos e costumes dos Hotentotes (em alemão hottentotten).
Conta-se que os cangurus (Beutelratten) são capturados e metidos em jaulas (Kotter), cobertas com um pano (Lattengitter) para proteger-los das intempéries. Essas jaulas, se chamam em alemão jaulas cobertas com pano (Lattengitterkotter) e quando dentro tem um canguru, a isso se chama (Lattengitterkotterbeutelratten), ou, canguru da jaula coberta com pano.
Um dia os Hotentotes prenderam um assassino (Attentater) acusado de haver matado a uma mãe (mutter) Hontentota (Hottentottermutter), mãe de um filho  estúpido e burro (stottertrottel). Essa mãe é chamada em alemão  pelo nome de Hottentottenstottertrottelmutter e seu assassino se chama Hottentottenstottertrottelmutterattentater.
A polícia o capturou e o prendeu dentro de uma jaula de canguru. (Beutelrattenlattengitterkotter), porém o preso conseguiu evadirse. Em seguida começa a busca desenfreada para recapturá-lo. Logo vem um guerreiro Hotentote gritando a toda brida:
- Eu capturei o assassino (Attentater, recordemos).
- Que assassino? lhe pergunta o Chefe de Polícia.
- Ao Lattengitterkotterbeutelratterattentater – responde o guerreiro.
- Como??? o assasssino que está preso na jaula de cangurus coberta com pano? lhe pergunta o Chefe dos Hotentotes.
- Sim!! Responde a duras penas o indígena. – O Hottentottenstottertrottelmutteratentater. (O assassino da mãe Hotentota do menino estúpido e burro).
- Anda demônios!! Protesta o Chefe Hotentote. - Poderias ter dito desde o início que havias capturado ao Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentater.


Como se pode notar, o alemão é facílimo. Basta claro, um pouco de interesse de vossa parte e que use um poquito de esforço e boa vontade...
té manhã...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Nossa Dachshund...zinha!!!

Mein lieber Freund Doctor Ruy Armando.

Amei o post sobre cães. Eles, assim como todos os animais, são com certeza a imagem de Deus. Ali está representado o Criador. Temos que aprender com os animais, e os cachorros tem muitas coisas a nos ensinar. E assim o fazem, mesmo que muitas vezes o homem  teima em não querer aprender. Sempre tive contato próximo com os cães... Histórias mil desses animaizinhos tão próximos de seus donos, cada qual com sua particularidade. Eles escolhem seu dono, o predileto. Se sua casa tem 6 pessoas ele vai escolher uma para ser seu dono de fato e de direito.

Meu avô, Doctor Eggler, tinha dois pastores alemães. Um deles ainda me recordo por sua beleza e altivez. Chamava-se Nero. Era um Pastor inteligente, vivaz, carinhoso, atento a tudo e a todos. Adorava crianças e portanto essa ligação comigo e meus irmãos era muito estreita. Nos protegia de tudo e de todos que fosse alheio ao círculo diário da casa. Então sei decor-e-salteado o que foi Dingo e o que ele representou no seu caminho.

Agora, em especial a parte do Dachshund. Esse cãozinho que muitos chamam de "salsichinha", "Cofapinho" e erradamente "Basset".
Dachshund ou Teckel.

O nome da raça vem do alemão e significa literalmente "cão texugo" (der Dachs - texugo; der Hund - cão). A raça foi  criada para farejar, perseguir, caçar e matar texugos, marmotas e outros animais que habitam buracos. Dachshunds são tradicionalmente vistos como um símbolo da Alemanha. (wikipédia)
Tenho um. Depois de muitas raças que conviveram comigo e meus irmãos, por essas coisas do destino encontrei ou fui encontrado na rua por um desses cãezinhos. Era véspera de Natal e ao passar um cruzamento de uma avenida movimentada lá estava o "baixinho"... atarantado, correndo entre os automóveis, desesperado sem saber prá onde ir. Com certeza a morte o estava espreitando de perto. Encostei o carro meio de "soslaio", pois onde parei além de proibido era um local perigoso de estacionar. Abri a porta e não precisou chamar. Ela (é uma "menina") saltou prá dentro e já naquele exato instante tinha uma nova dona. Escolheu minha mulher que estava sentada ao lado.  Paixão imediata, recíproca, inequívoca. Belinha, pois até nome já tinha, naquele instante encheu a mão da minha parceira com lambidas de carinho. Se enroscou no colo da nova dona e despreocupadamente, como se nada de estranho estivesse ocorrendo, pegou no sono. Acordou ao chegarmos na porta da garagem da nossa casa. Desde então a "mocinha da casa" nos brinda com sua alegria todos os dias. Amiga, companheira, vigilante, sempre colada na dona ou no dono, sabe quando alguma coisa está em desacordo. Uma gripe, dor de cabeça, aborrecimento, etc... e ela vem e cerca você como se quizesse tirar aquilo de dentro da pessoa. Você sente isso lá no fundo da alma.

E vamos levando em frente. Felizes por ter a Dachshund-zinha Belinha na nossa família. E pedimos sempre a Deus para protege-la, junto a nós. Ela, assim como todos os bichinhos são a pureza, o encanto... e devem ser protegidos todos os dias por nós homens, ditos "animais racionais".

Té manhã...queridos.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Duo - "Mr. Junior"


Meus dois instrumentos preferidos. Não sei qual o que gosto mais. O Piano, instrumento que minha mãe estudou por muitos e muitos anos. Tocava bem e com certeza as horas de minha infância junto aos meus dois irmãos queridos e a minha princesinha irmã Carla foram ouvindo minha mãe tocar e com isso incutiu em nossos ouvidos o gosto pela música. Nossa casa era musical. Minha mãe trouxe quando casou seu piano gabinete Steinbach e colocou na sala. Ali era pasagem obrigatória de toda a familia e com isso todos se revezavam e sentavam no banquinho giratório para procurar algumas notas que soassem como música. Meu irmão mais velho, Alceu, despertou para o lado dos instrumentos de cordas. Começou a tocar violino empurrado pela vontade do Pai. Minha irmã gostava de cantar e ouvia discos de orquestras europeáis entre as quais a que ela mais gostava -  Cassino de Sevilha. Ligava a "eletrola Mullard" e viajava cantando. A seguir vinha, por ordem de idade, eu. Adorava sentar no Piano para tentar tocar alguma coisa. Minha mãe tentava ensinar a ler partituras, escrever, porque tinha com ela que um autodidata,  sempre irá sofrer com a falta de conhecimento técnico do estudo.  Então insisitia para que se quizéssemos aprender, estudasse!!!
Era só ela virar as costas e lá estava eu mandando ver musicas que tocavam no rádio. Ia procurando as notas e me acertando com as harmonias. Tudo de ouvido, claro. Tinha facilidade. Meu irmão mais novo, Fernando, foi o que pagou por todos. Não entrava nada no ouvido. Portanto, também não saía. Preferia outras atividades que não fôsse a música. Mas sabia ouvir. Assim é que minha casa sempre foi musical. E aquilo me acompanhou a vida inteira, pois sempre andei envolvido com música e músicos.  Ficou, para mim, uma coisa imprescindível. La na frente, anos depois, meus filhos chegaram. Tenho três. Ivanhoé Junior, Felipe e Gabriel. Claro, os três também viveram no meio da música pois a casa do pai sempre foi um vertedouro de notas musicais. Amigos musicos que conviveram comigo, iam a minha casa e eles ali. Vendo tudo aquilo foram pegando o vício. E  não teve outro jeito. Se emparceiraram com o outro meu preferido. O Violão...e a música se fez presente de novo. Muitas horas ja gastamos para falar de música e instrumentos. Em especial o Violão. Esse iunstrumento mágico que requer muita habilidade e atenção. Esse é o mote para postar mais uma das coisas que gosto. Dois músicos maravilhosos. Cézar Camargo Mariano e Romero Lubambo. Formando uma parceria de piano e violão. E isso só pode ser realizado por quem sabe. E sabe muito pois é muito difícil essa harmonização. Escutem e vejam com atenção. É um presente!!!!
Té mais queridos amigos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Show de Roberto Carlos custou R$ 6,4 mi ao Rio ...

Sempre defendi um pagamento justo aos músicos e artistas. Seguir um critério é difícil. A arte não pode ser valorada simplesmente pelo "nome" ou fama da pessoa. Uma pena porque como os músicos aqui no Brasil foram valorados pela mídia que se aproveita para vender merchandising, Paulinho da Viola vale "R$10.000,00". Exalta Samba, vale R$100.000,00... as Ivete Sangalo da vida valem R$300.000,00...Com a alegação de que o povo que quer assim,  a mídia vetou o espaço a todos os compositores , cantores e músicos que realmente representam a cultura no Brasil e empurra essas porcarias todas que se ouve diariamente em todas as radios e tvs brasileiras. Daí, o povo ludibriado todos os dias com o que há de pior não resta outra coisa do que ouvir essa gente. Esse preâmbulo é para comentar algo que causa espanto e indignação quando uma Prefeitura como a do Rio de Janeiro desembolsa R$6.400.000,00 por um show do Rei Roberto Carlos. A única justificativa para isso é sem dúvida alguma maracutaia prá por a mão "nalgum".
Algum ou alguns, como de praxe, aproveitam e acertam um cachê milionário desses apenas com a intenção de lesar o erário publico. Não se pode, como disse antes, valorar a arte do Rei por sua fama ou pela qualidade da sua arte. Eu mesmo, sou um fã incondicional do Roberto Carlos. Agora dispõr de dinheiro público, uma fortuna dessas, para pagar por um show do Rei, convenhamos. É um acinte descarado e um verdadeiro descaso com a coisa pública. Parabéns ao contribuinte que entrou com um pedido de explicação a quem de direito. E mais.. Se prefeito fôsse,  demitiria sumariamente todos que bancaram essa farra vergonhosa com nosso dinheiro. E se Prefeito fôsse e isso tivesse acontecido na minha gestão..eu mesmo pediria as contas de vergonha em ter permitido semelhante bandalheira. E quanto ao empresário do Rei, ele está certo. Olha a pérola de explicação: "O empresário de Roberto Carlos, Dody Sirena, diz que não há nenhum problema jurídico no valor pago. De acordo com ele, o cachê do cantor varia de acordo com o retorno esperado. "O preço de um artista não é tabelado como um sapato ou um carro. "
Sei... pode até não ter problema jurídico seu moço..mas tem um grande problema, sim. A falta de respeito com todos nós contribuintes.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Morre um bom, o mundo fica mais burro, e estamos mais sós.

Com esse título roubado quero registrar aqui minha tristeza pela morte do Jornalista Mauro Chaves na quinta feira passada em São Paulo. Perdemos mais um do time dos bons. Gol para o time adversário. Mauro Chaves foi uma pessoa  muito importante no movimento cultural brasileiro com suas críticas contundentes ao que virou isso aqui. Defensor das coisas boas escreveu milhares de linhas pelos diários brasileiros sempre apontando aqui e ali as mazelas da política bem como as mazelas das artes. Sempre acompanhou de perto e com sua presença a turma brilhante que compõe os musicos que ficam fora da mídia. Compositores, poetas, musicos e tantos outros que fazem arte de primeira mas que estão alijados do contexto cultural por essa mídia imediatista e de interesses que grassa hoje em dia no cenário brasileiro.
Realmente mais uma perda na Cultura brasileira. Descanse em paz Mauro.