Dr. FREDERICO EGGLER
Era madrugada neste domingo de Fevereiro. Acordei repentinamente acho que mais pelo sonho que estava acontecendo que pela sobra de sono. Pois quando vc já esta na faixa dos idosos muitas coisas novas vão se apresentando. Entre elas, a falta de sono ou como queiram, "dormir só o necessário prá não perder muito tempo". Recebi a visita do meu querido avô, médico que era e pelo pouco que convivi junto a ele, um homem que deixou realizado uma porção de coisas aqui na vida terrena, além de 4 filhas lindas, claro. Meu avô veio da Suiça lá pelo início do século junto com um irmão, também médico. Chamava se Frederico Eggler e o irmão, Pedro Eggler. Frederico veio a se estabelecer em Santa Clara na época distrito de Lajeado, RS. Seu irmão Pedro, no interior de Santa Cruz do Sul, RS. Lá nesses dois lugares iniciaram suas carreiras de Médico. Naquele tempo, médico era Médico. Ponto. Não havia nada do que se vê e ouve em dia a respeito da classe. As coisas foram se modernizando, o dinheiro passou a influenciar as pessoas e deu nisso tudo que aí está. Os médicos hoje em dia em quase sua totalidade estão apenas interessados em ganhar dinheiro. Com raras exceções seguem o juramento de Hipócrates feito quando da formatura. Até o Juramento com o ganhar do tempo foi alterado diversas vezes. Isso sempre é assim. Alteramse as coisas bem feitas para facilitar e ajudar interesses de um ou de outro. Mas enfim, os preceitos continuaram quase que sendo os mesmos. As atitudes é que mudaram sobre maneira. Hoje, o juramento de Hipócrates segundo a Declaração de Genebra alterada e revisada na 173ª Sessão do Conselho, Divonne-les-Bains, França, Maio de 2006 ficou assim redigida:
"NO MOMENTO DE SER admitido como membro da profissão médica:
EU JURO SOLENEMENTE consagrar a minha vida a serviço da humanidade;
EU DAREI aos meus professores o respeito e a gratidão que lhes são devidos;
EU PRATICAREI a minha profissão com consciência e dignidade;
A SAÚDE DE MEU PACIENTE será minha primeira consideração;
EU RESPEITAREI os segredos confiados a mim, mesmo depois que o paciente tenha morrido;
EU MANTEREI por todos os meios ao meu alcance, a honra e as nobres tradições da profissão médica;
MEUS COLEGAS serão minhas irmãs e irmãos;
EU NÃO PERMITIREI que concepções de idade, doença ou deficiência, religião, origem étnica, sexo, nacionalidade, filiação política, raça, orientação sexual, condição social ou qualquer outro fator intervenham entre o meu dever e meus pacientes;
EU MANTEREI o máximo respeito pela vida humana;
EU NÃO USAREI meu conhecimento médico para violar direitos humanos e liberdades civis, mesmo sob ameaça;
EU FAÇO ESTAS PROMESSAS solenemente, livremente e pela minha honra."
Bom. aí entra o meu pitaco...
Cada Médico deveria ler todos os dias pela manhã ou logo depois de lavarem a cara e escovar os dentinhos o que juraram quando da sua formatura. Pois o homem que jura alguma coisa pela sua HONRA e não cumpre o que jurou...Deixa de ser homem... e perde sua honra. E um homem que deixa de ter honra é um Pária. Um inseto... Sem mais delongas...pois dispensa maiores comentários...
E o meu avô nessa história toda? Ele veio me pedir que escrevesse algo a respeito pois o que ele vê todos os dias, lá de cima não é nada disso . Só tristezadas e atitudes que desmerecem o ser Médico. Nenhum dos netos do Dr. Frederico seguiu a profissão. Eu, pelo menos, achei ótimo. Quem sabe hoje seria um dos "médicos" que trato aqui. Preferi dar andamento a vida. E fui me ajeitando do jeito que deu.
Um bom domingo, meus queridos.



